Quarta- feira
De repente acordo com a claridade que ultrapassa a persiana.
Pego meu celular a fim de saber as horas, são 6:30.
Estou super,mega ATRASADA!
Salto da cama como um ninja a tropeço no meu próprio edredon,
a única coisa que conseguia pensar é que faltavam 10 minutos para meu ônibus passar
e tendo a certeza de que precisava muito dormir a tarde.
SIM ,EU JÁ ACORDO PENSANDO EM DORMIR!
Faço uma breve higiene ,visto o uniforme do colégio,não penteio o cabelo
e pra não passar fome,
vou até a cozinha e pego um daqueles biscoitos com um tipo de serrilhado,
que se quebram sozinhos,sobrando apenas um farelo,
que eu mal consigo comer.
Ainda tenho que descer as escadas do meu prédio,
correr pelo estacionamento até chegar na rua.
UAU! Parecia inacreditável,consegui chegar a tempo e não perder o ônibus.
Não demorou muito o ônibus veio,
CHEIO,LOTADO E INTUPIDO de enfermeiros e médicos.
Um dos fatos que me fazem uma pessoa estressada.
Na minha rua tem dois hospitais. Eu disse DOIS hospitais.
Ok! O importante era não chegar atrasada ,porque...
CARACA !!! O 1º horário era física,com meu temido professor
que com certeza teve aulas com militares.
Não que ele seja uma me pessoa verdadeiramente má,
mas até hoje ele não me mostrou
o lado ‘legal’ da física.
Eu tinha um “pequeno” trabalho sobre todas as questões de gravitação universal
que já tinham caído na história do ENEN e do vestibular.
Foi exatamente nessa hora que eu me dei conta de que aquela quarta feira,
não era uma boa quarta feira.
O jeito foi trancar a respiração e assistir a aula igual um zumbi.
Afinal eu estava em alfa e ainda sonhando com as caricaturas que passei a
noite inteira desenhando.
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