quinta-feira, 28 de julho de 2011

Não entendo

Não entendo. Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou muito mais completa quando não entendo. Não entender, do modo como falo, é um dom. Não entender, mas não como um simples de espírito. O bom é ser inteligente e não entender. É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida. É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice. Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco. Não demais: mas pelo menos entender que não entendo.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Escolho meus amigos pela pupila


Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila. Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos. Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo. Deles não quero resposta, quero meu avesso. Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco! Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta. Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria. Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto. Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade. Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça. Não quero amigos adultos nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice! Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa. Tenho amigos para saber quem eu sou. Pois ao vê-los loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que a "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.

Essa foi de Oscar Wilde.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Dia nublado e uma boa xícara de café.
Ainda estou triste porque a Amy morreu, obvio que se drogando e bebendo
Você vai ter uma morte prematura.Mas isso não minimiza nem muito menos conforta o fato da gente ter perdido um gênio do Jazz,soul e por ai vai.

Posso dizer com a maior tranqüilidade que não tinha outra voz acompanhada de boa letra que me impressionasse tanto.

Que tocasse  o fundo do posso com a voz mais classuda  que se podia ouvir.

Eu sentia um outro tipo de profundidade,que podia executa-lo,vivencia-lo ouvindo suas músicas.

Mas é a vida e suas leis.


quinta-feira, 21 de julho de 2011

Desde quando eu comecei a discernir o que gosto e não gosto,
Ou que me agrada mais em quesito pessoas e tipos de pessoas.
Percebi que as pessoas que eu realmente gosto de estar em volta
São pessoas barbadas, de óculos,pessoas que lêem livros que a gente nunca ouviu falar.
Gosto de pessoas que usam óculos diferentes,e gosto de nerds e magrelos.
Gosto de artistas plásticos e pessoas que falam palavras difíceis e são completamente inteligentes.
No meu ponto de vista a admiração, aquela que bate primeiro quando você conhece pessoas não está acima das inclinações particulares. Por isso cada um gosta de cada um.

Gosto do cara que desenha,mas que foge da perfeição,
Um escritor que não sabe escrever...só desenhar.

Gosto de quem entende que a arte não tem utilidade nenhuma,
Mas se você sabe enxerga-la e contempla-la é um sábio.

Incrível,mas pessoas de óculos wayfarer e chapéu do Panamá
Como elas são fodas e tem um perfil mais  foda ainda.

São essas pessoas que eu quero ser...
E eu me dei conta disso gostando delas.
É uma vontade tão realizável mas que a gente não se dá conta por muito tempo.
Consigo emancipar muitas coisas assim dentro de mim,sabendo disso que é uma coisa muito forte na minha cabeça.

Pago pau pra esses caras, e eu sei que quero ser um deles...
Consegui me identificar e perceber. A única pergunta é como chegar lá?

Porque eu sei que esses caras fazem o que eles querem.
Eles não estão atrás de mesa fazendo continhas pra administração de uma empresa.

Os caras que eu quero ser são aqueles que conseguem ser quem são de verdade.
São os caras que fazem o que gostam desde que eram moleques.
Os caras são aqueles que abriram mão de qualquer comentário e seguiram seus desenhos,
Suas músicas...seus sonhos.

São essas pessoas.


sábado, 16 de julho de 2011


Dei o melhor de mim mesma e vi que não é grande coisa.
Nem chego perto dos meus heróis utópicos.
Mas isso não quer dizer nada,
"a vida é assim mesmo!" como dizem os grandes babacas por ai.


Daqui alguns anos quero lembrar os maus momentos e dizer que ficou tudo bem,
mas isso acontece em grandes filmes de Hollywood...
Penso em ser um jovem do futuro,queria fazer as coisas do jeito 'certo'.
Tem tanta coisa errada por ai. 
Todos pensam assim.
Todos pensam de uma mesma forma e no fundo do mesmo jeito.
A diferença é que depende do seu ponto de vista e da vista de cada ponto.
-HAN? o que você disse?
-Esquece! Todos nós nos contradizemos.


Saberia ignorar os comentários se fosse uma pessoa centralizada,de personalidade forte
e de boa educação.
Saberia ao certo o que estou fazendo se tivesse controle sobre TODAS as minhas faculdades mentais.
Saberia gostar e fazer o que quero.
Fazer o que sempre quis fazer ...
Saberia de verdade o que é se tivesse feito no ápice da vontade.
Enxerguei que na vida SEMPRE temos que ter uma carta na manga.
E essa carta na manga pode ser a conversa que você teve com seu avô ou o livro que você leu na 7º série.


Aprendi que o que importa é o seu jogo de cintura e desenvoltura.
Aprendi que a vida até agora é um improviso.
Eu sei que é muita alto confiança dizer:" Aprendi que a vida..."
Porque não aprendi nem uma gota d'água de um oceano ainda.
Mas foi a forma mais contundente de dizer as palavras tortas da minha mente.



sexta-feira, 15 de julho de 2011

E se eu fosse um erro perfeito?

É o seguinte,
sou só mais uma pobre latina americana,sem dinheiro no banco,
sem parentes importantes.

Não uso o blog como um diário da vida da Isabela.
Ele simplesmente surgiu da necessidade que tenho...
Falar o que sei e o que não sei.

Mas a grande dificuldade ta surgindo aí...
Tenho uma leve impressão de que sabia usar melhor as palavras no alto
dos meus 11 anos.

Será que é normal? Tenho uma sensação de tédio e um certo vazio.
De saber,mas não saber...

Incrível mas as palavras me parecem fugir, e junto delas minha  razão.

Ta ai... RAZÃO.

Uma palavra que meu coração não se lembra mais, se é que chegou a conhecer.
Razão,ela foi embora junto com a Isabela de verdade.

Afinal,sem ela não posso ser eu né...
Não que eu seja de ‘mentirinha’ mas é que não estou por completo.

Sei que já tentei de quase tudo.Mas o buraco é bem mais fundo.
Nem eu sei como consigo lidar,driblar muitas vezes.

Mas é que tenho saudade da verdadeira felicidade.
Aquela que ta lá no fundo dos olhos, e não apenas num sorriso.

Por alguns minutos hesitei em colocar esse post aqui,
Talvez pelo ‘drama’ que não é drama...

Mas coloquei minha cara à tapas muitas vezes.
E por que não mais uma vez?

domingo, 3 de julho de 2011

Bem mais que o tempo ou bem mais que as palavras certas
existe o limite.
Existe o fim das razões alheias.

Mais do que qualquer opinião existe a sua.
Bem mais que o erro existe um sonho,vivo e intenso,
Ou simplesmente  seu fracasso, como a vontade de
superação.

Muito mais que as verdades e mentiras...
Existe a sua realidade.

E os complexos da vida,
Cabe a nós carrega-los?

Não sei se cabe a mim ou a você carrega-los,
Mas ainda não é uma coisa que aprendi a driblar .
Sei esconder algum deles.

Ainda não sei porque desisto do que disse antes...
De centralizar a minha vida e não me arrepender da decisão
Que tomei.
Ainda não entendi porque as minhas palavras soam inúteis.
Ainda não entendi porque sou tão mortal...

E o porque de tantos porquês.

Não sei porque as pessoas só conseguem ver a grosseria,
enquanto estou é triste.

Porque eu era tão melhor quando criança.
Eu conseguia colocar meus sentimentos em todo canto.
Com a maior evidencia e competência.
Talvez eu via a alegria onde hoje é tudo muito sem graça.
Ou porque eu não consegui enxergar o obvio e infeliz.

Talvez porque meu silêncio era só um birra,ou meu choro
era só um ralado.


Talvez porque meu sorriso vem muitas vezes pra esconder meu drama.

Talvez esse texto tenha ficado horrível e chato demais.
Mas ele surgiu da necessidade de expressar algo.
Provavelmente uma dor...