Sadan,meu dog alemão
Todo mundo tem algo que remete sua infância.Uma casa,parentes,amigos,enfim...
Eu não consigo imaginar a minha sem o ‘Sadan’ um bobão gigante,cinza com pintinhas pretas.
No alto dos meus três anos de idade ganhei um fofinho de patinhas fortes,que já mostrava
suas trapalhadas.O batizamos com o nome de Sadan,
queríamos impressionar e falar que ele era muito bravo.
Mas ele era o cachorro mais fofo do mundo!
Era o mais bobo! Lerdo pra tudo!
Lembro que sempre me derrubava.
Depois de um tempo e mais crescido, meu pai quis operar suas orelhas,
e fazer dele um cachorro ‘mais bravo’.
Com sua altura ele era imponente,elegante e com cara de mau.
Mas continuava o mesmo lerdão.
Ele sempre roubava as roupas do varal e depois deitava em cima,
bebia água do vaso e deixava escorrer uns dois litros de baba
que sempre caia em nossos pés.
Sem falar que quando saíamos ele mexia no lixo,espalhava tudo pelo quintal,
depois abaixava as orelhas como um pedido de desculpas.
Seu latido ecoava na vizinhança,quando via meu pai chegar ele ficava doido,
Saltitante,alegre....
Uma vez ele conseguiu pular a janela do quarto dos meus pais,
a gente tava brincando e ele se empolgou.
Por falar nessa janela...
Ele adora nos espiar por ela,o que ele não gostava era que pegasse nas suas patas,
Ai sim ele saia rapidamente. Era como uma cosquinhas.
Ele era a atração do bairro, o cachorro mais bonito. As crianças nem piscavam
e eu toda orgulhosa.
Por muito tempo foi meu melhor amigo.Quem tem ou já teve cachorros sabe muito bem do que eu estou falando.
É tão gostoso saber que independente de quem eu seja ele vai estar sempre comigo.
Ele está do seu lado e a única coisa que espera é carinho,é sua atenção.
Eles servem pra mostrar que o amor se manifesta de muitas formas,
e deles podem ser muito mais sinceras.
Que eles são muito mais humanos.
Ele morreu em abril de 2007,
Ainda me lembro dele doente. São recordações ruins e que fazem ter uma leve tristeza dentro de mim. Hoje eu morro de saudade! Uma saudade gostosa como suas lambidas na nossa cara.
Como seu focinho molhado e seus bigodinhos que faziam cosquinhas.